"HISTÓRIA DO ANDEBOL EM PORTUGAL"
Chegando o verão, vão apresentar alguns livros acerca de curiosidades, que nada teem a ver com aspectos técnicos, tácticos ou outros.
"Com uma história ancestral, o andebol tem no nosso país, setenta anos de existência. Mas desde o velhinho andebol praticado em campos de futebol pelados, com onze jogadores - mais lento, mais físico, menos técnico e táctico - até ao actual andebol de sete, mais espectacular e que faz vibrar pavilhões muito se passou.
Esta modalidade é hoje uma das mais divulgadas e em que o nosso país mais evoluiu nos ultimos anos, gozando já de expressão significativa a nível internacional.
Os seus praticantes ultrapassam os vinte mil e no âmbito da alta competição, ombreiam com os melhores da Europa e do mundo. Prova desta evolução é o facto de ter sido atribuida a Portugal a responsabilidade de realizar o Campeonato do Mundo de 2003, que constitui o pretexto para a eição deste volume."
Aqui fica um pequeno excerto:
FC Porto - O primeiro titulo nacional
"Uma imensa multidão acorreu à Estação de São Bento, na cidade do Porto, para receber em delírio os primeiros campeões nacionais de andebol. Em título de primeira página, o Norte Desportivo, na sua edição de 3 de Agosto de 1939, afirmava: "Os valorosos campeões nacionais em handball foram acolhidos com uma recepção grandiosa". Ainda nessa reportagem, falava-se da alma do povo e do agradecimento da cidade do Porto aos seus dignos representantes.
Na verdade, conforme testemunham os cronistas da época depois de, uma semana antes, o FC Porto ter vencido sem problemas no Campo do Luso, um Sporting enfraquecido com os lisboetas a nao apresentar os seus melhores valores, poucos esperariam que os portistas viessem de seguida a Lisboa bater os leões e logo por uns claros 7-3.
Pelo meio, em semana de grande polémica, discutira-se muito se para o segundo encontro o goal-average contaria para a atribuição do titulo, já que oregulamento escrito atendia essa situação, enquanto o acordo verbal, prévio ao campeonato, estabelecia um terceiro jogo na situação de empate, com um triunfo para cada lado.
Pelo que se pode recolher de informação nos escritos da época, o segundo encontro, disputado no Estádio do Lumiar, teve foros de heroíco para os jogadores nortenhos que vieram encontrar na capital um ambiente dificil. O jogo quezilento, teve um pouco de tudo, com muitos golos, indisciplina e até tentativas de agressão ao árbitro nortenho. Ganhou bem a equipa portista, com destaque para atletas como Henrique Fabião, no inicio de uma carreira brilhante, Zeferino, Guerra, Gomes e ainda o capitão Lopes Martins."

